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Peça teatral resgata o universo do circo

O universo mágico do circo, a tradição dos grandes palhaços brasileiros e a importância da preservação da memória cultural são os fios condutores de “O Circo do Sol e da Lua”, espetáculo teatral que chega a Curitiba com uma programação gratuita para todas as idades entre os meses de agosto e setembro.

Além das apresentações, o projeto contempla o lançamento de um livro inspirado na peça, disponível também em e-book e audiolivro com recursos de acessibilidade, além da realização de oficinas de figurinos confeccionados com resíduos têxteis.

A iniciativa foi aprovada pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura – Governo Federal, e propõe uma ampla imersão na história dos palhaços brasileiros, aproximando diferentes públicos da riqueza dessa manifestação artística.

Com texto de Paula Giannini e direção de Amauri Ernani, o espetáculo apresenta uma emocionante homenagem aos artistas que construíram a identidade do circo brasileiro. A narrativa acompanha Augusto Matheus, um velho palhaço que vive dentro de uma lata de lixo e, a partir desse espaço simbólico, revisita lembranças, histórias e personagens que marcaram gerações. A metáfora do descarte social dialoga com a proposta estética da montagem, criada a partir de resíduos industriais e domésticos, reforçando conceitos de sustentabilidade, reaproveitamento de materiais e consumo consciente.

Muito além de uma peça teatral, “O Circo do Sol e da Lua” é um convite para refletir sobre a preservação da memória cultural brasileira. A montagem recupera números clássicos da comicidade circense e homenageia artistas que ajudaram a construir o imaginário popular, como Benjamin de Oliveira, considerado o primeiro grande palhaço negro do Brasil; Piolin, celebrado pelos modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922; a inesquecível dupla Torresmo e Pururuca; além de ícones da televisão e do circo como Carequinha, Arrelia e o paranaense Xique-Xique.

O espetáculo também amplia o olhar sobre manifestações populares presentes em diferentes regiões do país ao destacar personagens tradicionais como o Papangu, o Mateus e o Palhaço de Reis, reafirmando a diversidade cultural que moldou a linguagem dos palhaços brasileiros ao longo dos séculos.

Segundo os idealizadores, a proposta não pretende realizar uma pesquisa acadêmica sobre o circo, mas celebrar um repertório construído por inúmeras gerações de artistas e preservar cenas cômicas que marcaram a infância de milhões de brasileiros e que hoje correm o risco de desaparecer.

Além das apresentações abertas ao público, o projeto realiza sessões especiais em instituições de ensino e entidades sociais, fortalecendo o acesso democrático à cultura e promovendo ações de formação artística por meio das oficinas de figurinos sustentáveis.

O lançamento do livro que acompanha o projeto amplia essa experiência cultural. A publicação reúne o texto da peça com ilustrações inéditas e será disponibilizada também em formatos acessíveis, incluindo e-book e audiolivro com Libras, democratizando ainda mais o acesso ao conteúdo.

Programação aberta ao público

18 de agosto – 19h: Rua da Cidadania Bairro Novo (r. Tijucas do Sul, 1700, Sítio Cercado)

22 de agosto – 10h: Seção Infantil da Biblioteca Pública do Paraná (r. Cândido Lopes, 133, Centro)

26 de agosto – 19h30: auditório da Rua da Cidadania Pinheirinho (av. Winston Churchill, 2033, Capão Raso)

28 de agosto – 19h30: auditório da Rua da Cidadania Fazendinha (r. Carlos Klemtz, 1700, Fazendinha)

29 de agosto – 9h30: auditório da Rua da Cidadania Fazendinha (r. Carlos Klemtz, 1700, Fazendinha)

3 de setembro – 14h: Biblioteca Farol do Saber Gibran Khalil Gibran (av. João Gualberto, 141, Centro Cívico)

10 de setembro – 14h: auditório da Rua da Cidadania Cajuru )av. Prefeito Maurício Fruet, 2150, Cajuru)

Haverá ainda uma agenda fechada ao público e dedicada a escolas e instituições.

 

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