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Dez anos depois

Hyundai i30: um alerta tardio

Durante seis anos, até dezembro de 2015, fui proprietário de um Hyundai i30, fabricado na Coréia do Sul, importado e tropicalizado no Brasil pela Caoa Montadora de Veículos.

Comprei-o zero quilômetro, em 2009.

O carro nunca me deu problemas; pelo contrário, foi um dos melhores que já tive. Troquei apenas bateria e o jogo de pneus, além de cumprir as revisões normais indicadas pelo fabricante.

No final de 2015, dei o i30 como parte da entrada de um Jeep Renegade Longitude automático, até hoje se comportando muito bem.

Somando tudo, são 10 anos, pouco mais.

Eis que, no começo deste ano, recebo da Caoa um “Comunicado de recall aos proprietários dos veículos marca Hyundai importados”:

“Nós da Caoa Montadora de Veículos Ltda, importadora e distribuidora oficial dos veículos Hyundai produzidos pela Hyundai Motor Company, estamos convocando os proprietários dos veículos i30 (ano/modelo 2007 a 2012), identificados pelos números de chassis não sequenciais conforme a descrição abaixo, para agendarem em uma Concessionária Credenciada e Autorizada Hyundai Importados a atualização do software de controle do sistema de Airbag (ACU)”.

E explicava que “em razão de uma configuração inicial na calibração ineficiente do software do módulo de controle do sistema de Airbag (ACU), existe a possibilidade de acionamento indevido dos airbags, em caso de impacto na parte inferior do veículo”.

E recomendava: “Até a execução do serviço necessário, os proprietários devem evitar situações que causem impactos na parte inferior do veículo, conduzindo-o com atenção em pisos irregulares, valetas, lombadas, buracos, no intuito de evitar que tais situações, possa deflagrar (sic), de maneira atípica, os Airbags”.

Ao pé do comunicado: “Garanta a segurança da sua família”.

Mas 10 anos depois? Passando tanto tempo por lombadas, buracos e outros pisos irregulares, tão comuns nas cidades?

Fico imaginando o risco que corri e corre quem comprou, na concessionária onde o vendi (que não era da Hyundai) o i30.

É pouco provável, mas torço para que o novo proprietário (novo de quatro anos e meio atrás) do veículo também tenha recebido comunicado semelhante.

Se não, desejo-lhe boa sorte. E que Deus o livre dos caminhos com lombadas, valetas, buracos e assemelhados.

 

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