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Cartografias da Luz, atração da Ópera de Arame

A exposição permanece em cartaz por um ano/foto: Divulgação/Parque Jaime Lerner

A Ópera de Arame, em Curitiba, recebe, a partir de 1º de setembro, a exposição “Cartografias da Luz”, que convida o público a conhecer diferentes possibilidades de criação de imagens a partir da fotografia experimental. A mostra, que faz parte do Projeto Vale da Música, apresentado pelo Ministério da Cultura e Bradesco, com apoio do Sem Parar, permanece em cartaz por um ano e fica aberta ao público visitante do espaço, ampliando a programação cultural do complexo e aproximando diferentes linguagens artísticas de quem passa pelo local.

Com curadoria de Milena Costa, a exposição reúne trabalhos de 10 artistas que produzem ou já produziram a partir do Laboratório Experimental de Fotografia (L.ex.Foto) da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap-Unespar). A proposta é investigar, tensionar e expandir os limites da linguagem fotográfica por meio de procedimentos analógicos e processos alternativos. Participam da mostra Bruno Stock, Bruno Viana, Hamed, Isadora Mattiolli, Lia Alves, Lígia Lille, Mariana Lecaim, Poldo Aks, Talitha Bodnar e Vitor Dads Martinz.

Entre os trabalhos apresentados estão experimentações com tricromia digital, cianotipia, fotografia analógica, fotograma e outras técnicas alternativas, explorando a relação entre luz, matéria, memória, tempo e construção da imagem. As obras também revelam diferentes possibilidades de criação que ultrapassam o uso convencional da câmera fotográfica.

Para Alana Alboitt, coordenadora geral de operação do Vale da Música, receber uma exposição desse perfil reforça a proposta de transformar o espaço em um ponto de encontro entre diferentes manifestações culturais:

“A presença de uma exposição como ‘Cartografias da Luz’ amplia a experiência de quem visita a Ópera de Arame e mostra como um espaço cultural pode ser também um lugar de descoberta e aproximação com a arte. A fotografia experimental tem justamente essa capacidade de provocar novos olhares, ao apresentar outras formas de construir e perceber uma imagem. Manter a exposição por um ano também permite que diferentes públicos tenham a oportunidade de conhecer esse trabalho e que a arte esteja integrada de forma permanente à experiência de visitação do espaço.”

A exposição também evidencia a produção contemporânea de artistas vinculados ao ambiente acadêmico e de pesquisa em artes visuais do Paraná. Entre os participantes estão artistas, pesquisadores, professores e estudantes que exploram a fotografia como campo de experimentação, articulando processos tradicionais e contemporâneos.

A mostra poderá ser visitada durante o período de funcionamento do Parque Jaime Lerner permitindo que a exposição seja incorporada à experiência dos visitantes que circulam pelo complexo da Ópera de Arame.

(Fonte: v3 Comunicação)

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