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Novo museu é dedicado à cultura afro no Paraná


No museu, um mural lembra os engenheiros negros André e Antônio Rebouças/foto: Divulgação

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) inaugurou, semana passada, o Museu de Territórios Afroparanaenses (Mafro-PR), iniciativa inédita voltada à preservação, pesquisa e difusão da história, da cultura e da presença da população negra no estado. O projeto foi viabilizado com a destinação de R$ 500 mil em recursos oriundos de emendas parlamentares da deputada federal Carol Dartora (PT-PR), que participou da cerimônia de lançamento no Auditório Eny Caldeira, no Campus Rebouças, em Curitiba.

Primeiro museu do gênero no Paraná, o Mafro nasce como um museu universitário em ambiente digital, reunindo acervos, pesquisas e registros sobre comunidades quilombolas, territórios negros, patrimônios culturais e trajetórias que contribuíram para a formação do estado, mas que historicamente permaneceram invisibilizadas.

Durante a solenidade, Carol Dartora destacou que a criação do museu representa um passo importante no reconhecimento da contribuição da população negra para a história do Paraná e do Brasil.

“Investir na criação do Mafro é garantir que a nossa história não seja mais invisibilizada. Investir nessa iniciativa inovadora é, sobretudo, garantir que a  juventude negra conheça o seu valor histórico, cultural e social no Paraná. A nossa presença construiu este estado e este país. O Mafro chega para que todos saibam que o Paraná também é negro, e que a nossa história é fundamental para compreender a identidade de todo o Brasil”, afirmou a parlamentar.

O museu está vinculado à Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) da UFPR e será coordenado pela professora Judit Gomes da Silva. Além de funcionar como plataforma digital aberta ao público, o espaço reunirá fotografias, documentos históricos, registros audiovisuais e pesquisas produzidas em parceria com comunidades tradicionais, quilombolas e pesquisadores de diferentes regiões do estado.

A programação de inauguração também contou com o descerramento de um mural em homenagem aos engenheiros negros André e Antônio Rebouças, que dão nome ao campus da universidade, e com apresentação cultural do Bloco Afro Pretinhosidades. Para Carol Dartora, primeira mulher negra eleita deputada federal pelo Paraná, o Mafro representa um avanço nas políticas de memória e reparação histórica.

“A preservação da memória é uma ferramenta de transformação social. Quando reconhecemos quem construiu este estado, fortalecemos a identidade do nosso povo e combatemos o apagamento histórico que marcou a trajetória da população negra no Paraná”, reiterou.

Com acesso totalmente digital, o Mafro permitirá que estudantes, pesquisadores e o público em geral consultem gratuitamente seu acervo, contribuindo para ampliar a produção e a difusão do conhecimento sobre os territórios afroparanaenses.

(Fonte: Assessoria da deputada)

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